Posted by: Eduardo | July 11, 2009

Aulinhas

Grande poema

Grande poema

 

Minhas aulas de literatura sempre resultam em garranchos, esquemas, rabiscos no quadro branco. Notei que tenho desenhado mais do que de costume — não que eu o saiba fazê-lo mas, sim, porque me parece que o estudo da poesia torna-se mais palatável com recursos visuais.

A foto acima é o resultado da aula em que analisamos o poema The Red Wheelbarrow, de William Carlos Williams, o qual reproduzo abaixo:

so much depends

upon

 

a red wheel

barrow

 

glazed with rain

water

 

beside the white

chickens

 

Meus alunos, pelo menos, parecem apreciar!

Posted by: Eduardo | January 19, 2009

Poe-tando

Memento Mori

Memento Mori

Eu sempre fui contra esse lance pós-moderno de se comemorar efemérides literárias. Há uma tendência exagerada na humanidade em se atribuir méritos post-mortem que não existiam em vida. Mas, enfim, Mari vem me enchendo o saco há quase um mês com o aniversário de 200 anos de nascimento de Edgar Allan Poe, a ser celebrado hoje, 19 de janeiro. Por isso, senti-me na obrigação de escrever umas poucas linhas a esse respeito.

Eu tenho grande admiração pelo Poe, prova cabal de que só quem é realmente fudido na vida acaba por desenvolver o gênio (sem querer soar Bloom) da boa literatura. Um ano depois de seu nascimento, o pai do Poe abandona a família e, outro ano depois, a mãe dele morre tísica. Ele é adotado informalmente pelos Allan, cujo patriarca, John, exibia sinais fortíssimos de bipolaridade descontrolada. O horror e o amargor jamais abandonariam o pobre Poe.

O paizinho (adotivo) do Poe recebe uma herança e, com o dinheiro e as terras recebidas, decide que é hora do Poe seguir seu rumo, e o manda pra Universidade da Virginia, em 1826. A universidade havia sido fundada um ano antes e, apesar das regras restritas contra bebida, jogo e libertinagem em geral (tentando seguir os moldes e ideais do pensamento moral americano do século 19), mais parecia a universidade de qualquer comédia americana com jovens e loiras peitudas. Poe gastava todo o (pouco) dinheiro que seu paizinho mandava em apostas. `Para piorar as coisas, a mulher com quem ele havia noivado antes de ingressas na universidade percebeu que ficar com o Poe seria uma grande furada, e decide casar-se com outro. Quando ele percebeu o quão fudido estava, Poe voltou-se para a literatura.

Trabalhando em um jornal, ele esperava poder ter chance e espaço para publicar seus poemas, que em grande parte retratavam a única coisa que ele conhecia na vida: o amargor. Lá pelas tantas, ele dá-se conta que essa vida que ele levava não serviria para concretizar seus ideais e decide, então, fazer o que muitos jovens pobres ainda fazem quando não conseguem emprego: alistou-se no exército (com uma certidão de nascimento falsa, que dava a ele 22 anos quando, em verdade, tinha apenas 18).

Seu alistamento era por um período de cinco anos mas, depois de dois anos ele decidiu que não queria mais ficar no exército. Então, Poe procurou seu comandante e abriu o jogo sobre a certidão falsa, esperando que fosse ter uma baixa desonrosa. Mas, como amargor pouco é bobagem na vida do indivíduo, o comandante disse que só daria a baixa ao Poe se ele se reconciliasse com seu paizinho. Depois de escrever cartas chorosas pedindo perdão, as quais seuqer foram respondidas, Poe decide visitar a casa da família para conversar pessoalmente, somente para descobrir que sua mãezinha havia morrido na noite anterior. O paizinho decide, então, dar uma segunda chance ao fodido.

A partir daí a carreira literária do Poe deslanchou e ele realmente esperava poder sobreviver exclusivamente dela. O problema é que, como a maior parte do público leitor dos autores estadunidenses ainda estava na Inglaterra, e o mercado editorial inglês não era regulado no que tangia a pirataria (edições não autorizadas eram a regra), o Poe só se fudia cada vez mais e só encontrava certo consolo no fundo de uma garrafa — fato, esse, que o fez perder um ótimo emprego público na aduana da Filadélfia, pois ele perdeu a entrevista por estar, mui provavelmente, bêbado.

Casou-se, a esposa morreu tísica. Tentou casar-se de novo (várias vezes) mas as mulheres fugiam dele por considerá-lo instável demais. Até que, em 3 de outubro de 1849, o Poe foi encontrado perambulando pelas ruas frias de Baltimore, vestindo roupas que não eram dele, e em um estado onde nada do que ele dizia fazia sentido. Sem recobrar a coerência, Poe morreu quatro dias depois e, apesar da causa mortis ter sido possivelmente declarada como “inflamação cerebral” (que nada mais era do que um eufemismo pra alcoolismo), há fortes suspeitas de que ele possa ter morrido de cirrose, meningite, cólera, sífilis e, até mesmo, raiva. Ou uma mistura de todas essas coisas.

Como desgraça pouca é bobagem, depois de sua morte seu obituário ficou a cargo de Rufus Griswold, maior arqui-inimigo literário do Poe. Escrevendo sob pseudônimo, Griswold difamou o Poe dizendo que ele era um drogado depravado filhodaputa, apesar de não haver evidências de que ele se drogava (quanto ao resto, no entanto…)

Enfim, depois de uma vida dessas, o melhor mesmo é a morte, né? Talvez seja por isso que o Poe atraia tantos fãs mundo afora. Talvez até seja uma boa celebrar… não o nascimento mas, quem sabe, a morte dele, já que só assim o cara teve algum sossego…

Posted by: Eduardo | January 14, 2009

Tevê

Hein?

Hein?

E começou mais uma edição do Big Brother Brasil.

Alguém se importa?

Posted by: Eduardo | January 13, 2009

Literatura é coisa de puto (alfabetizado)

Acredita na leitura, mona.

Acredita na leitura, mona.

Dia desses, praticando meu segundo esporte favorito — vasculhar perfis alheios no Orkut — percebi que existe um fenômeno bastante, digamos, interessante acontecendo naquele universo. Podem confirmar: 99% dos gays alfabetizados colocam, entre seus livros favoritos (ou, às vezes, como único título), O Terceiro Travesseiro, de Nelson Luiz de Carvalho.

O livro não é nada de mais. É, basicamente, um melodrama de viado adolescente, com muito sofrimento (como toda história de gays que se preze, ultimamente) e muita putaria (idem). É uma coletânea de clichês que, de acordo com o autor, foi baseada em fatos reais, conforme ele mesmo explica em uma entrevista para o site Mix Brasil:

E como surgiu a idéia do livro?
Eu conhecia uma família muito influente daqui de São Paulo. Um dia, fui a um almoço de fim de ano com eles e me sentei perto do filho do casal. Conversando, bebendo e comendo, o rapaz me pergunta: “por que você não escreve o livro da minha vida?”. Na época, ele tinha 17 anos. Eu respondi “está bom, eu escrevo a sua história”. Passaram as festas de fim de ano e o rapaz aparece no meu escritório. Gravei várias fitas com a história dele e comecei a escrever o livro.

Como foi o processo de trabalho?
O Marcus me contava as histórias dele, varávamos as noites. Parecia um rito de passagem, ele querendo fechar um ciclo. Conforme ele ia detalhando, eu entrava com meu papel de escritor, recriando o relato. Como escritor, tentei transpor a sensibilidade do relato. Tudo o que ouvi foi, de certa forma, mantido, mas teve a minha interpretação.

Ok. Se eu fosse criar um personagem fictício em cuja vida eu basearia minha obra, eu também usaria um nome com uma grafia incomum (tipo Filipe com I ou Marcus com U). Agora, querer passar atestado de burrice dessa ordem também não, né? Que garoto de 17 anos, gay ou hetero, diria “Escreve o livro da minha vida”? De todos os processos de criação com os quais já tive contato, esse é, sem dúvida, o mais risível.

O grande problema é que grande parte das pessoas que leem o livro acreditam piamente em tudo que está ali. E choram junto. E sofrem junto. E emprestam pros pais lerem (acho que funciona um tanto melhor do que a clássica “Pai, sou puto. Me alcança a salada?”). E, pior: ficam furiosas quando alguém questiona a (baixa, pretensa, nula) qualidade literária do livro em questão. Esparta é que estava correta: gays são um excelente exército / massa de manobra. Fazem de tudo para defender os seus de qualquer possibilidade de ataque, real ou imaginário.

Estou dizendo tudo isso porque ainda gostaria muito de ver um livro tornar-se best seller no Brasil (como é o caso d’O Terceiro Travesseiro) mas com um personagem gay comum. Ou, melhor: com um gay horrívelmente tirano (o que seria muito mais condizente com a realidade, inclusive).

(P.S. – A ideia para este post veio de um diálogo quase buñuélico com uma bichinha que queria me vender uma cota num desses esquemas de pirâmide. O grande argumento dela é que aquilo não era pirâmide, mas sim marketing multinível. Lá pelas tantas eu me irritei e disse “Veado, pelamor de Deus! Deixa de ser ingênuo. Isso aí é pirâmide sim! Só tu não percebe!”. Em sua resposta, ele falou uma série de coisas, sendo uma delas “E eu não sou burro, não. Eu leio, tá?”. Fui olhar a lista de leituras da bicha no Orkut e, voilà! Ok. Ele não é burro. Porque ele lê. Calo-me.)

Posted by: Eduardo | January 13, 2009

neruda.com (ou: Acabando com o Viejo)

Neruda sendo Martha

Neruda sendo Martha

Saiu na Zero Hora:

Martha Medeiros é autora de poema atribuído a Neruda

O poema Muere Lentamente (Morre Lentamente), atribuído por engano a Pablo Neruda, circula há anos na internet sem que nada nem ninguém seja capaz de deter a bola de neve, ao ponto de, na Espanha, muitas pessoas terem recebido esses versos como votos online de um feliz ano-novo.

“Morre lentamente quem não viaja,/ quem não lê,/ quem não ouve música,/ quem não encontra graça em si mesmo./ Morre lentamente/ quem destroi seu amor próprio,/ quem não se deixa ajudar…”

Assim começa o poema que muitos espanhois utilizaram para desejar bons ânimos para 2009. O problema é que não é obra poeta chileno como assegurou a Fundação Pablo Neruda. (. . .)

Muere Lentamente é uma poesia da escritora brasileira Martha Medeiros, autora de numerosos livros e cronista do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, conforme informou a Fundação Neruda. (. . .)

Martha reconhece que não sabe como o poema citado começou a circular na internet, embora que não seja uma surpresa para ela, já que há “muitos textos” seus que estão na rede “como se fossem de outros autores”.

— Infelizmente, não há nada a fazer — acrescenta.

Enfim, a notícia é tão bizarra que eu nem sei bem por onde começar. Poderia ficar surpreso (como muitos) ao ver que o fenômeno de atribuir textos “edificantes” (geralmente anexados a arquivos powerpoint com imagens da natureza) a autores consagrados está tomando proporções sem limites. Poderia, ainda, ficar surpreso com a falta de noção so ser humano médio ao acreditar que Neruda pudesse ter escrito versos tão pobres assim…

A internet está acabando com a (boa) literatura!

Posted by: Eduardo | June 30, 2008

Literatura de Balaio

Balaio, balaias, balaia
Havia um tempo – lá pela década passada – em que uma das grandes atrações da Feira do Livro de Porto Alegre (aquela que marca o início da temporada de chuvas do final do ano na cidade) era a presença maciça de balaios. As livrarias pegavam seus encalhes de estoque, em sua maioria livros muito bons mas empoeirados e um tanto antigos, e empilhavam em balaios a preços simbólicos. Muito aproveitei: onde (ou quando) mais poder-se-ia comprar todos os volumes da História da Sexualidade, do Foucault, a R$15 (preços de 1996)?

Hoje em dia, no entanto, apesar da manutenção dos balaios, a qualidade de seus achados praticamente inexiste. Ela resume-se a livros espíritas, ou de auto-ajuda, ou infantis daqueles para colorir. Ou seja: todos hipônimos de “livros que eu jamais compraria, nem mesmo de graça”. E, confesso, esse foi um dos principais motivos por que eu deixei de me importar com esse evento literário (que deixou de ser literário há anos e passou a ser meramente comercial, etc etc etc).

Para minha surpresa, percebi que a instituição do balaio de qualidade ressuscitou em um dos lugares menos prováveis: nos corredores dos supermercados Zaffari e Bourbon. Quem for comprar leite e pão em qualquer dos supermercados da rede (pelo menos aqui em Porto Alegre) deparar-se-á com um balaião repleto de livros pela bagatela de R$1,99. Tá certo que o único título disponível é A Leste do Eden, do John Steinbeck, em uma edição luxuosa – em dois tomos – da Nova Cultural (como pode-se ver na foto que ilustra este post).

Isso me fez pensar em algumas coisas. Primeiro, qual será que foi a transação comercial que levou a rede Zaffari a adquirir milhares de exemplares deste livro? Segundo, quem será que o está comprando? Ninguém que eu conheça vai ao Zaffari para comprar livros mas certamente deve haver alguns leitores/compradores de livros acidentais que foram atraídos pelo preço e pela beleza da edição (minha mãe mesmo, que odeia ler, confessou que comprou e que está gostando de lê-lo, apesar de eu jamais ter visto o livro em casa). E, terceiro, esse livro é realmente muito bom mas será que mereceria ser reduzido a balaio de supermercado? Será que algum dos leitores acidentais irá reconhecer seu valor artístico?

É por essas e outras que eu vivo me questionando sobre a banalização democratização da literatura.

Posted by: Eduardo | June 28, 2008

Clássicos Miguelão: Chico Buarque

Bucuresht

De: Budapeste (2003):

Homem que ganha a vida escrevendo coisas pra outrem se perde em Budapeste e, sem achar que está em Bucareste, começa a aprender húngaro apenas pra se dar conta de que a vida dele é uma bosta. Nisso, se envolve com uma húngara e continua se dando conta de que a vida dele é uma bosta. E, quando a vida dele finalmente deixa de ser uma bosta, ele se dá conta de que ele é um bosta. Mas um bosta que sabe húngaro.

FINIS 

 

Posted by: Eduardo | June 27, 2008

Atonement e a Ética da Literatura

Feia e Chata

Fazer literatura já é algo extremamente difícil. Que dirá, então, de romances que tem a própria literatura como tópico? Foda, né? E se o romance trouxer não só a própria literatura mas, também, uma discussão complexa acerca do papel e da ética disso que nós todos (críticos, onanistas, literatos) chamamos de literatura? Pois é exatamente isso que o romancista Ian McEwan traz com maestria em seu romance Atonement (traduzido como Reparação, e editado pela Cia das Letras).

Ok, tenho certeza de que todo mundo já viu o filme (traduzido, estranhamente, por Desejo e Reparação) mas lá vai: na Inglaterra do início do século 20, uma guria feia, chata e mimada acusa o filho de um amasiado da propriedade de seu pai de ter estuprado sua prima de 14 anos. Isso acontece porque, por sua incapacidade de abstração, ela vê um episódio envolvendo esse rapaz e sua irmã mais velha que ela interpreta como chantagem e estupro. A polícia obviamente acredita na menina e leva o cara preso.

Anos depois, ela se dá conta da cagada monumental que fez, estragando a vida da irmã, e tenta consertar a situação. Como? Escrevendo um romance sobre tudo isso onde ela consiga explicar não só a merda que ela fez mas, também, a justificativa pela merda. Em busca do perdão da irmã, ela então dá voz a ela e ao namorado depois de anos separados (ele foi preso e trocou parte da sentença pelo alistamento no exército para lutar na I Guerra Mundial). O romance termina com os três caminhando em direção à uma estação de trem onde a menininha essa (já não tão mais menina assim) disse que iria à polícia trocar seu depoimento para limpar o nome do rapaz.

O problema é que, no final do livro, vemos que não é o Ian McEwan que assina a trama mas, sim, Briony Tallis, a menina essa. E, em um epílogo que se passa em seu septuagésimo-sétimo aniversário, Briony – já uma romancista famosa – explica que ela decidiu terminar seu romance com um final mais ou menos feliz; que não quis dizer que Robbie, o rapaz, morrera em 1940 e que sua irmã morrera logo em seguida; que os amantes não haviam se reencontrado depois daquele episódio que o levou preso; e que eles não a perdoaram.

Isso tudo traz uma interessante e complexa discussão sobre a ética e o poder da literatura. Briony criou esse romance (que, no final, descobrimos ser o exato livro que estamos lendo) como forma de redenção (no sentido religioso, não no sentido do parque dos michês) como se a literatura tivesse tal poder. Contemplamo-nos, então, com a inutilidade da literatura: se ela não serve pra mudar o mundo, pra que ela serve então? E, no final das contas, não foi a mentira de Briony – em si uma forma de ficção – que acabou com a vida de Cecilia e Robbie?

Isso em si poderia ser frustrante pra mim, que passei a vida estudando algo que provou ser inútil. Mas a ironia é que não o é. Me irrita esse lance de literatura de auto-ajuda (na verdade, me irrita mais ainda pessoas que reclamam que livros de auto-ajuda não funcionam…) justamente por ter junto de si uma aura de que as palavras têm poder.

Se no princípio era o verbo, hoje somos somente adjetivos.

Posted by: Eduardo | June 24, 2008

Livros à Mancheia: Finnegans Wake

nonada

Todo mundo que estuda e trabalha com literaturas anglófonas tende a dizer que o Ulysses é, sem sombra de dúvida, o romance mais difícil de ser lido no idioma. Eu tenho uma teoria para essa impressão: o romance é muito denso por meter referências intertextuais à Odisséia até o talo e, sinceramente, quantas pessoas você conhece que tenham lido – e entendido, e gostado – da epopéia do Ulisses? Pois é. Essa falta de referências – pra não dizer, também, de hábito de leitura – é o que torna o romance do Joyce de difícil leitura.

Mas a verdade é que, passado o choque inicial, Ulysses é até bastante acessível e interessante. Quantos romances da literatura universal terminam com um orgasmo, visto pela perspectiva feminina, e descrito por três páginas? E, convenhamos: não é qualquer Paulo Coelho que conseguiria fazê-lo com maestria joiceana.

Agora, o último romance escrito pelo Joyce, Finnegans Wake, não só é – na minha opinião – o romance mais difícil de ser lido em inglês como também uma mega-ode ao punhetismo literário modernista (e, quiçá. pós-moderno também). O livro é sobre… nada. E não adianta quererem me convencer do contrário. Ele é apenas uma coletânea de experimentalismos de linguagem e imagética sem sentido.

Ler Finnegans Wake é o equivalente literário a ir a uma peça do Gerald Thomas.

Posted by: Eduardo | June 17, 2008

Clássicos Miguelão: Camille Paglia

Mesbla Book

De: Personas Sexuais: Arte e Decadência de Nefertiti a Emily Dickinson (1991).

Analisando toda (veja bem: TODA) a cultura ocidental desde o Egito antigo até o fim do século 19, conclui-se que:

  1. Tudo divide-se em duas forças primais universais: a dos onanistas e a dos pederastas;
  2. Os pederastas escrevem melhor do que os onanistas;
  3. Só mulher feia produzia arte decente.

FINIS

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